Quais serão as tendências em inovações tecnológicas para o setor jurídico, e os consequentes riscos que a dependência cada vez maior da automação pode acarretar? Todo esse contexto promissor, inovador e que requer cuidados será abordado pelo advogado Renato Opice Blum, que tem sua trajetória profissional fortemente ligada ao início da internet comercial no Brasil e está envolvido nas mais importantes discussões que permeiam a evolução da tecnologia da informação no Brasil. Ele nos conta a seguir pontos importantes que irá abordar em sua exposição na Legal Tech Forum, que começa na próxima terça, 22 de maio.
InteliJur – Quais são os principais riscos que os advogados de empresas e bancas jurídicas devem estar atentos em relação ao avanço da automação na área do Direito?
Há uma dependência cada vez maior da tecnologia; e tudo que gera grande dependência tem um risco. Como tecnologia envolve software, que por natureza apresenta bugs, temos o agravamento desse cenário de risco. Dependemos cada vez mais de softwares e precisamos saber usá-los. Entretanto, ainda falta educação digital. A tecnologia avança muito rapidamente, porém o ensino não acompanha em igual velocidade. Como no Direito estamos cuidando de processos, um erro de automação pode gerar vários problemas, por isso essa é, a parte mais sensível a esses riscos. Podemos ter dentro de um escritório uma área da segurança da informação, que envolve também a proteção de dados. E por último, um ponto importante a ser lembrado é que o advogado do departamento jurídico tem a responsabilidade de manter a informação e os dados em sigilo.
InteliJur – O que esperar das disrupções e novidades?
Temos uma tendência de automação da prática jurídica, chamada de inteligência artificial. Essa tendência é disruptiva e vai envolver mudanças ainda maiores no mercado de trabalho. Teremos menos advogados fazendo atividades repetitivas, e mais programando ou gerenciando programas de computador. Esse movimento já está acontecendo. Estamos vendo departamentos jurídicos dispensando advogados e contratando programadores. Como estamos falando em novidades tecnológicas, sempre haverá a parte criativa na continuidade das atividades jurídica do advogado, do ser humano. Isso terá uma profundidade ainda maior porque o advogado receberá mais informações e terá capacidade de tomar decisões mais acertadas.
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