{"id":2001,"date":"2018-07-09T12:49:07","date_gmt":"2018-07-09T12:49:07","guid":{"rendered":"http:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/?p=2001"},"modified":"2018-07-09T13:01:56","modified_gmt":"2018-07-09T13:01:56","slug":"a-aplicacao-dos-honorarios-de-sucumbencia-aos-processos-trabalhistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/a-aplicacao-dos-honorarios-de-sucumbencia-aos-processos-trabalhistas\/","title":{"rendered":"A aplica\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia aos processos trabalhistas"},"content":{"rendered":"<p class=\"authors\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jul-07\/gabriel-sales-aplicacao-sucumbencia-aos-processos-trabalhistas#author\">Por\u00a0Gabriel Junqueira Sales<\/a><\/p>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia aos processos trabalhistas atualmente \u00e9 mat\u00e9ria controversa. A Lei 13.467\/2017 (reforma trabalhista) prev\u00ea em seu artigo 791-A a concess\u00e3o autom\u00e1tica dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia em favor dos advogados atuantes na Justi\u00e7a do Trabalho \u2014 o que \u00e9, para muitos, a mudan\u00e7a processual mais significativa na seara processual trabalhista.<\/p>\n<p>O ponto central a ser tratado se refere \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da novel regra processual, pois, a rigor, a lei processual tem aplicabilidade imediata, alcan\u00e7ando todos os processos em curso, desde que respeitados os efeitos dos atos processuais j\u00e1 praticados, conforme artigos 6\u00ba do Decreto-Lei 4.657\/42 e 912 da CLT.<\/p>\n<p>Por consequ\u00eancia, a conclus\u00e3o l\u00f3gica seria que os novos atos processuais praticados nos processos ajuizados antes da entrada em vigor da reforma trabalhista j\u00e1 estariam submetidos \u00e0s regras processuais da referida lei \u2014 aplicando-se, portanto, a regra concernente aos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n<p>Todavia, no dia 21 de junho, o TST editou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa\u00a041\/2018, com a finalidade de dispor acerca da aplica\u00e7\u00e3o das normas processuais alteradas pela Lei 13.467\/17.<\/p>\n<p>Na referida instru\u00e7\u00e3o, ficou estabelecido em seu artigo 1\u00ba,\u00a0<em>ipsis litteris<\/em>, que \u201ca aplica\u00e7\u00e3o das normas processuais prevista na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho, alteradas pela Lei n\u00ba 13.467, de 13 de julho de 2017, com efic\u00e1cia a partir de 11 de novembro de 2017, \u00e9 imediata, sem atingir, no entanto, situa\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas iniciadas ou consolidadas sob a \u00e9gide da lei revogada\u201d.<\/p>\n<p>O entendimento quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia foi tratado especificamente no artigo 6\u00ba, estabelecendo-se que, \u201cna Justi\u00e7a do Trabalho, a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, prevista no art. 791-A, e par\u00e1grafos, da CLT, ser\u00e1 aplic\u00e1vel apenas \u00e0s a\u00e7\u00f5es propostas ap\u00f3s 11 de novembro de 2017 (Lei n\u00ba 13.467\/2017). Nas a\u00e7\u00f5es propostas anteriormente, subsistem as diretrizes do art. 14 da Lei n\u00ba 5.584\/1970 e das S\u00famulas n\u00ba 219 e 329 do TST\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, o TST firmou o entendimento de que, se no momento do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o\u00a0n\u00e3o havia a previs\u00e3o de pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, as senten\u00e7as desses processos n\u00e3o devem arbitrar os referidos honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Contudo, conv\u00e9m registrar que no julgamento do Ag-RE-AgR 1.014.675, publicado em 12\/4\/2018, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia se d\u00e1 a partir da prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a. Se o marco processual \u00e9 a senten\u00e7a, e n\u00e3o o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, \u00e9 v\u00e1lido inferir que, independentemente da data de propositura da a\u00e7\u00e3o, as senten\u00e7as proferidas na vig\u00eancia da Lei 13.467\/2017 podem fixar honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n<p>O fato, pois, \u00e9 que h\u00e1 conflito entre o conte\u00fado da regra estabelecida pelo TST e a decis\u00e3o prolatada pelo STF. O desfecho dessa controv\u00e9rsia \u00e9 algo a se acompanhar, sobretudo porque h\u00e1 em andamento a ADI 5.766, a qual discute a inconstitucionalidade dos artigos 790-B,\u00a0<em>caput<\/em>\u00a0e par\u00e1grafo 4\u00ba do 791-A, par\u00e1grafo 4\u00ba, e 844, par\u00e1grafo\u00a02\u00ba da CLT na reda\u00e7\u00e3o trazida pela Lei 13.467\/2017, e cujo julgamento certamente interferir\u00e1 na quest\u00e3o relativa ao arbitramento dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia para aqueles beneficiados com a gratuidade da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jul-07\/gabriel-sales-aplicacao-sucumbencia-aos-processos-trabalhistas\">ConJur<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Gabriel Junqueira Sales A aplica\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia aos processos trabalhistas atualmente \u00e9 mat\u00e9ria controversa. 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