{"id":1966,"date":"2018-06-18T11:27:59","date_gmt":"2018-06-18T11:27:59","guid":{"rendered":"http:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/?p=1966"},"modified":"2018-06-18T11:27:59","modified_gmt":"2018-06-18T11:27:59","slug":"seminario-do-cesa-discute-aplicacao-de-inteligencia-artificial-na-advocacia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/seminario-do-cesa-discute-aplicacao-de-inteligencia-artificial-na-advocacia\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio do Cesa discute aplica\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial na advocacia"},"content":{"rendered":"<p class=\"authors\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jun-16\/seminario-cesa-discute-inteligencia-artificial-advocacia#author\">Por\u00a0Mariana Oliveira<\/a><\/p>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>A intelig\u00eancia artificial, j\u00e1 presente em diversos setores, est\u00e1 ganhando for\u00e7a no Direito. O tema foi debatido pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), nesta sexta-feira (15\/6), na Faculdade de Direito da USP. O semin\u00e1rio, dividido em cinco pain\u00e9is, reuniu assuntos como a ci\u00eancia de dados e a mudan\u00e7a de cultura de gest\u00e3o de servi\u00e7os jur\u00eddicos e os desafios do Direito na era digital. Em todos eles, uma quest\u00e3o foi recorrente: os profissionais da \u00e1rea ir\u00e3o perder espa\u00e7o para a tecnologia?<\/p>\n<p>Sim. Essa foi a resposta mais comum apresentada para a plateia composta por professores, estudantes e operadores do Direito. Mas todas as falas vieram com um por\u00e9m, relacionado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho para os advogados que tiverem conhecimento tecnol\u00f3gicos, com um especial destaque para a prote\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>\u201cOs advogados cada vez mais v\u00e3o ter que usar a tecnologia, mas isso n\u00e3o significa pegar algo pronto da prateleira, e sim desenvolver algo pr\u00f3prio\u201d, afirmou\u00a0<strong>Juliano Maranh\u00e3o<\/strong>, professor de Direito da USP. \u201cNa presta\u00e7\u00e3o do meu servi\u00e7o, eu vou ter que trabalhar junto a desenvolvedores de sistema para desenvolver algo que tem a ver com a forma que eu trabalho\u201d, explicou sobre a altera\u00e7\u00e3o no modelo de neg\u00f3cio que as bancas devem fazer.<\/p>\n<p>Para\u00a0<strong>Alexandre Atheniense<\/strong>, advogado especialista em Internet Law e s\u00f3cio da Alexandre Atheniense Advogados, essas mudan\u00e7as, que a seu ver devem ser culturais, precisam\u00a0envolver todos os servidores do escrit\u00f3rio, n\u00e3o apenas o setor de TI ou o &#8220;menino do computador&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Juliana Abrusio<\/strong>, s\u00f3cia da \u00d3pice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, tamb\u00e9m questionou as vis\u00f5es que o setor tem do assunto. Segundo ela, n\u00e3o \u00e9 qualquer tecnologia aplicada \u00e0 advocacia que \u00e9 considerada intelig\u00eancia artificial. Em sistemas, a diferen\u00e7a entre o trabalho humano e a m\u00e1quina \u00e9 a velocidade, mas isso n\u00e3o pode, por si s\u00f3, ser chamado de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>\u201cIntelig\u00eancia artificial \u00e9 a capacidade da m\u00e1quina de fazer generaliza\u00e7\u00f5es a partir de exemplos que voc\u00ea entregou\u201d, definiu\u00a0<strong>Ricardo Fernandes<\/strong>, s\u00f3cio-fundador da Legal Labs e um dos professores respons\u00e1veis pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jun-01\/stf-programa-inteligencia-artificial-processos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor<\/a>, projeto de intelig\u00eancia artificial do Supremo Tribunal Federal que deve come\u00e7ar a ser utilizado at\u00e9 agosto. Dentro do direito, essa tecnologia pode reconhecer linguagem natural para pesquisas, cruzar dados entre tema, vara, c\u00e2mara ou relator, analisar a jurimetria relacionada ao tema e elaborar pe\u00e7as processuais e contratos inteligentes.<\/p>\n<p>Todas essas possibilidades, por\u00e9m, n\u00e3o se tornam realidade sem a execu\u00e7\u00e3o de um jurista, como defende Fernandes. Para que a m\u00e1quina aprenda qualquer coisa s\u00e3o necess\u00e1rios os chamados\u00a0<em>inputs<\/em>, que parte dos humanos e transmitem os conhecimentos \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o. \u201cA mudan\u00e7a nunca vai estar apenas na tecnologia\u201d, disse a advogada Juliana Abrusio. \u201cA diferen\u00e7a para o Direito est\u00e1 tamb\u00e9m no estudante, no professor e no profissional que nunca ser\u00e3o substitu\u00eddos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O presidente do Cesa,\u00a0<strong>Carlos Jos\u00e9 Santos da Silva<\/strong>, o Caj\u00e9, tamb\u00e9m foi otimista quanto \u00e0s mudan\u00e7as e \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o dos operadores do direito. \u201cEstou vendo que o\u00a0<em>machine learning<\/em>\u00a0vai for\u00e7ar o\u00a0<em>people learning<\/em>\u201d, comentou. \u201cN\u00f3s vamos ter que aprender tanto quanto as m\u00e1quinas, e isso \u00e9 um desafio muito grande n\u00e3o s\u00f3 no exerc\u00edcio da advocacia, mas no ambiente jur\u00eddico e legislativo.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"clearFix\">Fonte : <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-jun-16\/seminario-cesa-discute-inteligencia-artificial-advocacia\">ConJur<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Mariana Oliveira A intelig\u00eancia artificial, j\u00e1 presente em diversos setores, est\u00e1 ganhando for\u00e7a no Direito. 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