{"id":1511,"date":"2017-05-09T19:16:56","date_gmt":"2017-05-09T19:16:56","guid":{"rendered":"http:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/?p=1511"},"modified":"2017-05-09T19:18:11","modified_gmt":"2017-05-09T19:18:11","slug":"contratar-advogado-como-associado-em-vez-de-clt-nao-gera-dano-coletivo-decide-tst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/contratar-advogado-como-associado-em-vez-de-clt-nao-gera-dano-coletivo-decide-tst\/","title":{"rendered":"Contratar advogado como associado em vez de CLT n\u00e3o gera dano coletivo, decide TST"},"content":{"rendered":"<p>Escrit\u00f3rios de advocacia condenados por fraude ao contratar advogados como associados em vez de celetistas n\u00e3o geram dano moral coletivo, pois esse tipo de rela\u00e7\u00e3o trabalhista ocorre por controv\u00e9rsia sobre a forma de interpretar a lei e n\u00e3o ofende toda a classe. Assim entendeu a 2\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho\u00a0ao afastar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral fixada\u00a0a um escrit\u00f3rio do Recife.<\/p>\n<p>A relatora do caso, ministra Dela\u00edde Arantes, afirma que o entendimento \u00e9 in\u00e9dito na corte. A controv\u00e9rsia come\u00e7ou quando o ju\u00edzo de primeiro grau aceitou pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e determinou que a banca registrasse advogados de sua equipe como empregados, al\u00e9m de conden\u00e1-la a pagar R$ 50 mil por dano moral coletivo por desrespeito ao valor social do trabalho e ofensa n\u00e3o apenas os advogados contratados, mas a toda a classe.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a afirma que, embora o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil admita a figura do associado, havia no caso uma estrutura hierarquizada na qual os profissionais precisavam cumprir metas e passavam por avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de desempenho, caracterizando a subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica nos moldes do artigo 3\u00b0 da CLT. O Tribunal Regional do Trabalho da 6\u00aa Regi\u00e3o (PE) tamb\u00e9m concluiu pela fraude no regime de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"image direita\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/img\/b\/delaide-alves-miranda-arantes-91.png\" alt=\"\" \/><figcaption>Caso analisado na 2\u00aa Turma \u00e9 in\u00e9dito na corte, segundo ministra Dela\u00edde Arantes.<br \/>\n<sup>TST<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<p>No recurso ao TST, o escrit\u00f3rio defendeu que a rela\u00e7\u00e3o entre a sociedade de advogados e seus associados est\u00e1 regulamentada pelo Provimento 112\/2006 da OAB. A banca tamb\u00e9m considerou il\u00edcitas as provas obtidas, sustentando que procuradores do Trabalho invadiram o local sem autoriza\u00e7\u00e3o ou mandado judicial, e argumentou que n\u00e3o houve dano coletivo, pois os benefici\u00e1rios da a\u00e7\u00e3o s\u00e3o individualizados.<\/p>\n<p>Para a ministra Dela\u00edde, a condena\u00e7\u00e3o baseou-se em diversas provas j\u00e1 analisadas e que n\u00e3o podem ser revistas pelo TST, como o contrato social do escrit\u00f3rio, avalia\u00e7\u00f5es de desempenho apresentadas por um dos denunciantes e provas testemunhais colhidas em ju\u00edzo. Eventuais nulidades de parte das provas, segundo ela, n\u00e3o impede a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ministra, no entanto, n\u00e3o viu dano moral a toda a coletividade nem considerou adequado o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o. \u201cNo caso verifica-se uma n\u00edtida diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o dos dispositivos legais relacionados \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de advogado\u201d. Enquanto, de um lado, o MPT defende que os advogados est\u00e3o submetidos \u00e0 CLT, o escrit\u00f3rio e a OAB entendem que a profiss\u00e3o tem regulamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, afirmou ela.<\/p>\n<p>O voto foi seguido por maioria. O ministro Jos\u00e9 Roberto Pimenta entendia que n\u00e3o fazia sentido afastar o dano moral e manter as demais condena\u00e7\u00f5es ao escrit\u00f3rio pernambucano. O ac\u00f3rd\u00e3o ainda n\u00e3o foi divulgado.<\/p>\n<p>Em 2015, a <strong>ConJur<\/strong> divulgou <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2015-out-18\/oab-rj-denuncia-empresas-precarizam-mao-obra-advogado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es do MPT<\/a> no Rio de Janeiro por supostas fraudes em bancas. No ano passado, um <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-nov-07\/escritorio-proibido-contratar-advogados-associados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escrit\u00f3rio\u00a0foi proibido<\/a>de contratar associados.<\/p>\n<p><strong>Tentativa de acordo<\/strong><br \/>\nAntes do julgamento do recurso, o TST <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-jun-06\/tst-propoe-acordo-acao-mpt-escritorio-advocacia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">chegou a fazer uma audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o<\/a> a pedido da OAB. O presidente da corte, ministro Ives Gandra Martins Filho, prop\u00f4s em 2016 que os advogados envolvidos optassem pelo v\u00ednculo ou pela condi\u00e7\u00e3o de associado. Como n\u00e3o houve acordo, o processo foi pautado pela 2\u00aa Turma. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<p><strong>ARR-1754-95.2011.5.06.0002<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mai-08\/contratar-advogado-associado-vez-clt-nao-gera-dano-coletivo-tst\">Conjur<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrit\u00f3rios de advocacia condenados por fraude ao contratar advogados como associados em vez de celetistas n\u00e3o geram dano moral coletivo, pois esse tipo de rela\u00e7\u00e3o trabalhista<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-categoria-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gestaolegalnaadvocacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}